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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

PALESTRA GRATUITA: A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA PARA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM


 
 Espaço de Apoio Psicopedagógico e Reforço Escolar de Jardim da Penha convida senhores pais, amigos e interessados para nossa última Roda de Conversa do ano, quando será discutido o tema:

"A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA PARA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM INFANTIL"

Na oportunidade será discutido como a tecnologia está afetando  as interações familiares.

Data: 12/12/2015 (sábado)
Horario: 14:00hs às 16:30hs (coffee break)
Local: Espaço de Apoio Psicopedagógico e       Reforço Escolar 

VAGAS LIMITADAS. 
Ligue, reserve sua vaga e compareça! 

 Ligue: (27) 3042-7265 e 99953-4982 (Catarina)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

EM DEFESA DA CRIANÇA


A criança sempre foi alvo de preocupação por parte de pais e professores. Seja ela inquieta, barulhenta, agressiva, levada, desatenta ou qualquer outro adjetivo que vá significar uma possível desadaptação ao meio em que vive.  A criança é um ser tão especial que chama a atenção para si seja de um modo ou de outro.
Mas quem são essas crianças que estão sendo encaminhadas para um diagnóstico  psicopedagógico?  De onde surgiram tantos problemas, que de tão diversos, demandam verdadeira via crucis, muitas vezes com ponto de partida e sem ponto de chegada! Por que outras tantas nem chegam, ou chegam tarde demais? Como está sendo vivida a infância? Tenho tantas perguntas que nem sei o que pensar?
O fato é que a criança sofre! Sofre que nem gente grande! Sofre e nem sempre seu pranto é entendido! Sofre quando não aprende, sofre quando, cansada, é obrigada a ir à chata aula de inglês, sofre quando precisa enfrentar o frio para mais uma fatídica aula de natação. Sofre quando percorre os mais diversos consultórios, submetendo-se aos mais diversos procedimentos, tendo seu corpo manipulado, invadido, desrespeitado, sendo cobaias das práticas e das medicações pouco eficazes. Tem-se a impressão que a sua vida não lhe pertence, seu corpo vira objeto de investigação, sendo avaliado, julgado e muitas vezes condenado!
Penso que a infância hoje não é a mesma de meu tempo. Hoje em dia, criança tem infância? Tem tempo para ser criança? Para ser criança precisa-se de liberdade para viver intensamente seus “projetos”, espaço capaz de lhe propiciar a vivência da individualidade e experiências que lhe tragam desafios e desejos de superar-se!
Mas em nome da boa educação a criança padece levianamente dos desejos frustrados e insatisfeitos de seus pais, restando-lhe conformar-se, afinal seu discurso podem ser entendidos como rebeldia sendo passível de punição. A angústia, ansiedade, a raiva e a revolta vêm a ser respostas emocionais à frustração sentida por ter tido seu direito mais que legítimo negado: a manifestação de seu desejo!
Quantas vezes ouvi, horrorizada, pais dizerem que “criança não tem que querer”! A figura ameaçadora da família só colabora para cultivar a dor no coração pueril, fragilizando os laços afetivos que os legitimava como pessoas mais que significativas. Destituindo a criança do direito de marcar sua presença no mundo dissolve o prazer de estar nele e a aliena. Sem prazer e sem desejo, a vontade de explorar e absorver o mundo se perde, então ela deixa de produzir para reproduzir a vontade do outro. A criança que antes olhava ao seu redor cheia de planos, encantos e vontade, co-existe agora no mundo, sem seu viço, sem vontade e emocionalmente despreparada para lidar com os próprios sentimentos e com o outro.

O medo de perder o amor dos pais faz com que aceite os desejos impostos pela família. Claro que aceitar as vontades familiares se choca com as próprias vontades, e é muito difícil decidir pelas próprias quando se é tão pequeno e com precária capacidade de argumentação e interiorização. Mas a criança não se cala! Ainda bem! Ela vai vai dar um jeito de mostrar seu sofrimento, seja através de um comportamento inadequado, nas dificuldades de aprendizagem, no silêncio, etc. Importante é saber como nós, profissionais ou pais vamos interpretar. Tal como adulto, a criança sofre das mesmas sintomatologias quando se percebe angustiada e frustrada, e como resposta para o mal-estar sentido e para o seu alívio, parte para a ação (ataque ou fuga) como os descritos acima. Agora, quem realmente precisa de tratamento?
Um fato para mim é que a criança é ser incompreendido apesar das várias teses, vários compêndios, dos inúmeros livros publicados, dos diversos teóricos e autores a dissecar o universo infantil. Escreveram de tudo, sobre tudo, viraram do avesso a infância.Mas o que ainda não foi possível, apesar de tantas linhas, foi libertar a criança das armadilhas do narcisismo parental. Não nego que haja amor, nem repudio a educação que querem dar, pois acredito que as famílias fazem o que julgam ser o melhor. A questão é: melhor para quem?
Gosto tanto de criança que estou sempre disposta a ouvi-las. Adoro conversar com elas!. E me impressiono sempre com o que elas tem a me dizer! É tudo tão claro, objetivo, simples! O jeito como se colocam em suas ações revelam tanto de si mesma e com que surpresa ela me permite adentrar seu mundo! Sua capacidade imaginativa, inocente e criativa me faz ter saudade da minha infância. Lembro que eu sorria mais! Como a gente desiste de colorir o mundo e muitas vezes vemos os mundo com lentes de desgosto! 
Sua simplicidade é tão comovente e elas ficam surpresas quando me proponho a ouví-las! Criança gosta mais de falar que desenhar. Fala muito enquanto desenha! E como se revelam! Criança que prefere desenhar preterindo o discurso, alheia ao contato, não é coisa boa e não pode passar desapercebido. Criança é criança em qualquer parte do mundo e precisa ser respeitada em seus sentimentos e menos negligenciadas na atenção e cuidados! Criança é gente e tem desejos e vontades que são essenciais ao seu desenvolvimento. Compartilhe de suas idéias e fantasias, brinque e escute o que ela tem a dizer, com certeza você vai se surpreender! 
E antes que o tempo passe e você fique com a sensação que perdeu algo na vida dela, viva com ela de maneira intensa e verdadeira, aproveite para fortalecer os laços afetivos e reviver juntos a sua própria infância!  Boa sorte! 

domingo, 23 de agosto de 2015


A  hora  do Espanto

Venho observando ao longo de alguns anos o tema A HORA DO DEVER  DE CASA como a grande angústia de muitas famílias. Não só porque esse assunto envolve as responsabilidades de cada um mas também porque o assunto impõe novas posturas diante do tema. Em minha Devolutiva Psicopedagógica da Linguagem organizo assim algumas sugestões em relação a esse tema:

-  A Instituição escolar deve organizar especialmente para a  criança com dificuldades escolares exercícios sempre antecipados e planejados de Leitura e compreensão. Planejados aqui significam que os professores devem entregar os textos a serem lidos bem antes do prazo de cobrança, oferecendo um tempo de estudo  à criança, seja com o professor de reforço especializado  ou um professor-tutor. Essa atitude simples do Educador em relação aos textos exigidos diminui o sofrimento da criança com dificuldades em Leitura ou em Escrita e ao mesmo tempo previne a angústia em relação ao aprendizado em sala de aula. Lembrando aqui que o Educador deve sempre facilitar e  favorecer a aprendizagem escolar e o exercício da reflexão sobre os objetivos do dever   de casa devem ser diários.

- Mãe e  pai não  devem ajudar nos deveres de casa. Em todo caso, se eles não tiverem formação para tal, esqueçam.  Em minha experiência enfrento casos de crianças que esperam os pais chegarem do trabalho para  fazer o .... dever de casa!! Crianças com dificuldades de Leitura e escrita ou com uma Alfabetização mais tardia necessitam de ajuda especializada. Não podemos aceitar que pais percam o pouco tempo que lhes sobra do dia com seus filhos em brigas e cobranças  na hora ... do dever de casa. E no final de tudo,quando os filhos procuram os pais,  eles já se encontram estressados e cansados por causa da frustração que um dever de casa mal resolvido pode promover. Os pais devem acompanhar o aprendizado escolar observando os cadernos e livros e se detectadas dificuldades, procurar imediatamente a escola e se for o caso, uma ajuda especializada. 

- Dever de casa é responsabilidade da criança. O objetivo do dever de casa é promover a autonomia da criança em relação ao que aprendeu  em sala de aula. Se a criança não consegue fazer o dever de casa  sozinha, algo não vai bem. Se a criança precisa de ajuda constante para compreender e finalizar exercícios,  entramos com três hipóteses: ou existe uma dificuldade individual, uma metodologia  educacional equivocada  ou uma tensão emocional. Em qualquer caso deve-se acionar a Escola e se for o caso,  buscar uma Avaliação Psicopedagógica.
Sobre esse tema existe alguma bibliografia que pode ajudar. O texto acima não aborda TODAS as questões relacionadas ao assunto mas estamos aqui para  esclarecer as dúvidas. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

INFORM.AÇÃO - PALESTRAS INFORMATIVAS

Espaço de Apoio tem compromisso com a informação através do Inform.Ação, que é uma prestação de serviço à comunidade através de palestras informativas GRATUITAS, mensais, sobre a saúde e bem-estar psicossocial infanto-juvenil.
As palestras são realizadas no Espaço de Apoio e têm como objetivo a discussão e a veiculação de informações a respeito de diferentes temáticas de interesse da família, professores, cuidadores, etc, proporcionando novos conhecimentos para novas práticas de convivência familiar, escolar e social.
Abaixo algumas palestras oferecidas pelo Espaço de Apoio através do Inform.Ação. Você também pode dar sugestão de temas através do site ou por telefone.
Fique atento a agenda pelo blog! Vagas limitadas! Ligue e reserve sua vaga: 3042-7265 e 99953-4982 (Catarina)


1 - A importância do brincar para o desenvolvimento infantil
2 - Bullying
3 - A autoestima de seu filho
4 - Dificuldade escolar: seu filho tem isso?
5 - A importância da leitura e da escrita para o desenvolvimento infantil
6 - Adolescência: O que é isso?
7 - Medicalização Infantil: Necessidade ou Abuso?
8 - A importância da família para aprendizagem

SOBRE A PSICOPEDAGOGIA E O FAZER PSICOPEDAGÓGICO


Psicopedagogia Clínica é uma área de estudo que está voltada para a questão da Aprendizagem humana. Embora seu foco seja investigar as causas do insucesso escolar, trabalha além das aprendizagens escolares. Seu olhar e sua escuta buscam o viés existente no não aprender do sujeito, interligando os responsáveis na relação ensino-aprendizagem: família, criança/adolescente, escola. 
Hoje a instituição escolar e seus profissionais encontram muitos desafios, desafios esses que a maioria não está em condições de enfrentar.  Em nossas visitas de rotina às escolas percebemos nos discursos dos educadores um misto de angústia, ansiedade, frustração, baixa autoestima e solidão, não sabendo onde buscar as soluções para lidar com as mais diversas dificuldades apresentadas.
Como enfrentar a falta de desejo por parte dos alunos nas mais simples tarefas escolares? Como enfrentar a concorrência com a vida fora da escola, que faz mais sentido e gera mais prazer?
O reflexo dessa realidade muitas vezes aparece na forma de fracasso em leitura, escrita, raciocínio lógico e comportamentos inadequados.   Nesse momento surge a Psicopedagogia Clínica: a partir da avaliação individual, planeja o resgate do vínculo com o conhecimento - vínculo esse que existiu em algum momento na vida do/a aluno/a, mas que se perdeu.
A Psicopedagogia Clínica não só informa, mas produz conhecimento quando, no processo, resgata o papel Mediador do educador e da família envolvidas no processo de aprendizagem.