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domingo, 6 de setembro de 2015

DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM É COM A PSICOPEDAGOGIA!


   Como você sabe que seu filho tem dificuldade na aprendizagem?
   Você descobriu por si mesma ou por algum outro profissional?
   Qual caminho percorreu para resolver a situação de seu filho/a? Ou não   resolveu?
  Qual orientação recebeu da escola e/ou dos outros profissionais consultados?

           Por que meu filho não aprende? Como perceber que meu filho tem dificuldade na aprendizagem? Sabe-se que um olhar engajado da família para a educação escolar de seus filhos é primordial! Ela não precisa esperar a escola lhe dizer como está o progresso de seu filho. A família que mantém os olhos bem abertos reconhece as qualidades e o potencial de seus rebentos. E se por outro lado, a escola está comprometida com a realidade da criança, adotando uma postura inovadora e crítica, consegue promover sentimentos de responsabilidade, autonomia e compromisso com sua aprendizagem. 
        
   E se mesmo com tudo isso, família e escola engajadas no crescimento e desenvolvimento da criança, ela apresentar dificuldades na aprendizagem, com baixo rendimento escolar, baixa autoestima e comportamento inadequado, onde pedir socorro?        
     Várias são orientações que chegam ao ouvidos da família e é ela quem tem que se virar para ajudar a criança a contornar seus problemas no aprender. São indicações à neurologistas (“pois a criança tem algum problema na cabeça”) ou indicações para psicólogos (“a criança tem preguiça de aprender”). Aparecem indicações para todo tipo de especialidade, o campeão, claro, são os neurologistas. Nada contra, mas nem tão a favor! Pois dificuldade de aprendizagem é com a Psicopedagogia (alguém se lembra?), mas esta especialidade, na maioria dos casos que recebemos, foi a última a ter indicação.

   Quando a família cansada de tanta peregrinação (sem sucesso), encontra-nos e se encontra com a Psicopedagogia, se encanta e renova suas esperanças! Mas por que demorou tanto? Por que delegar (primeiro) à Medicina o tratamento de dificuldades de aprendizagem? Será que existe medicamento para problemas de aprendizagem e não estou sabendo? Não estou aqui querendo fazer apologia contra a medicação, apenas pretendo chamar a atenção para um tratamento mais eficaz, seguro e sem efeitos colaterais! Nós, Psicopedagogos, temos um cabedal de conhecimento para dar conta da demanda das dificuldades de aprendizagem, conhecimento para orientar a família e a escola sobre como proceder com a criança e ainda orientar à quais outros profissionais que precisam ser adicionados no processo para a remissão por completo da queixa.

   Seja lá o que for, o fato é que a dificuldade na aprendizagem não deve ser ignorada e precisa ser superada o mais rápido possível. À longo prazo essas dificuldades se enraízam, desmotivam o aluno, que deixa de investir em seu próprio processo de busca pelo conhecimento, favorecem a baixa autoestima, problemas de socialização, isolamento, depressão e  evasão escolar.

    É muito sofrido para uma criança perceber que não está sendo capaz de dar conta da demanda escolar e familiar. Engana-se quem pensa que ela está alheia ou indiferente em relação a sua dificuldade de aprender. Ela se ressente por não aprender tão bem quanto seu colega e sente-se desconfortável por não ser o bom aluno que seus pais esperavam. O sentimento desconfiança e dúvidas quanto a sua capacidade de aprender se instala e abala sua autoestima e desejo: "por que desejar se não sou capaz?". 

      Que a família não fique insensível e faça o investimento necessário! Sabemos o quão desorientada fica quando descobre que seu filho tem problemas para aprender. Mas a Psicopedagogia existe e está pronta para ajudar com todas as orientações e encaminhamentos necessários para que se evite a perda de tempo, energia,  dinheiro e esperança.
Seja muito bem vindo!!!

                                                                        (Catarina Colodetti)


terça-feira, 25 de agosto de 2015

EM DEFESA DA CRIANÇA


A criança sempre foi alvo de preocupação por parte de pais e professores. Seja ela inquieta, barulhenta, agressiva, levada, desatenta ou qualquer outro adjetivo que vá significar uma possível desadaptação ao meio em que vive.  A criança é um ser tão especial que chama a atenção para si seja de um modo ou de outro.
Mas quem são essas crianças que estão sendo encaminhadas para um diagnóstico  psicopedagógico?  De onde surgiram tantos problemas, que de tão diversos, demandam verdadeira via crucis, muitas vezes com ponto de partida e sem ponto de chegada! Por que outras tantas nem chegam, ou chegam tarde demais? Como está sendo vivida a infância? Tenho tantas perguntas que nem sei o que pensar?
O fato é que a criança sofre! Sofre que nem gente grande! Sofre e nem sempre seu pranto é entendido! Sofre quando não aprende, sofre quando, cansada, é obrigada a ir à chata aula de inglês, sofre quando precisa enfrentar o frio para mais uma fatídica aula de natação. Sofre quando percorre os mais diversos consultórios, submetendo-se aos mais diversos procedimentos, tendo seu corpo manipulado, invadido, desrespeitado, sendo cobaias das práticas e das medicações pouco eficazes. Tem-se a impressão que a sua vida não lhe pertence, seu corpo vira objeto de investigação, sendo avaliado, julgado e muitas vezes condenado!
Penso que a infância hoje não é a mesma de meu tempo. Hoje em dia, criança tem infância? Tem tempo para ser criança? Para ser criança precisa-se de liberdade para viver intensamente seus “projetos”, espaço capaz de lhe propiciar a vivência da individualidade e experiências que lhe tragam desafios e desejos de superar-se!
Mas em nome da boa educação a criança padece levianamente dos desejos frustrados e insatisfeitos de seus pais, restando-lhe conformar-se, afinal seu discurso podem ser entendidos como rebeldia sendo passível de punição. A angústia, ansiedade, a raiva e a revolta vêm a ser respostas emocionais à frustração sentida por ter tido seu direito mais que legítimo negado: a manifestação de seu desejo!
Quantas vezes ouvi, horrorizada, pais dizerem que “criança não tem que querer”! A figura ameaçadora da família só colabora para cultivar a dor no coração pueril, fragilizando os laços afetivos que os legitimava como pessoas mais que significativas. Destituindo a criança do direito de marcar sua presença no mundo dissolve o prazer de estar nele e a aliena. Sem prazer e sem desejo, a vontade de explorar e absorver o mundo se perde, então ela deixa de produzir para reproduzir a vontade do outro. A criança que antes olhava ao seu redor cheia de planos, encantos e vontade, co-existe agora no mundo, sem seu viço, sem vontade e emocionalmente despreparada para lidar com os próprios sentimentos e com o outro.

O medo de perder o amor dos pais faz com que aceite os desejos impostos pela família. Claro que aceitar as vontades familiares se choca com as próprias vontades, e é muito difícil decidir pelas próprias quando se é tão pequeno e com precária capacidade de argumentação e interiorização. Mas a criança não se cala! Ainda bem! Ela vai vai dar um jeito de mostrar seu sofrimento, seja através de um comportamento inadequado, nas dificuldades de aprendizagem, no silêncio, etc. Importante é saber como nós, profissionais ou pais vamos interpretar. Tal como adulto, a criança sofre das mesmas sintomatologias quando se percebe angustiada e frustrada, e como resposta para o mal-estar sentido e para o seu alívio, parte para a ação (ataque ou fuga) como os descritos acima. Agora, quem realmente precisa de tratamento?
Um fato para mim é que a criança é ser incompreendido apesar das várias teses, vários compêndios, dos inúmeros livros publicados, dos diversos teóricos e autores a dissecar o universo infantil. Escreveram de tudo, sobre tudo, viraram do avesso a infância.Mas o que ainda não foi possível, apesar de tantas linhas, foi libertar a criança das armadilhas do narcisismo parental. Não nego que haja amor, nem repudio a educação que querem dar, pois acredito que as famílias fazem o que julgam ser o melhor. A questão é: melhor para quem?
Gosto tanto de criança que estou sempre disposta a ouvi-las. Adoro conversar com elas!. E me impressiono sempre com o que elas tem a me dizer! É tudo tão claro, objetivo, simples! O jeito como se colocam em suas ações revelam tanto de si mesma e com que surpresa ela me permite adentrar seu mundo! Sua capacidade imaginativa, inocente e criativa me faz ter saudade da minha infância. Lembro que eu sorria mais! Como a gente desiste de colorir o mundo e muitas vezes vemos os mundo com lentes de desgosto! 
Sua simplicidade é tão comovente e elas ficam surpresas quando me proponho a ouví-las! Criança gosta mais de falar que desenhar. Fala muito enquanto desenha! E como se revelam! Criança que prefere desenhar preterindo o discurso, alheia ao contato, não é coisa boa e não pode passar desapercebido. Criança é criança em qualquer parte do mundo e precisa ser respeitada em seus sentimentos e menos negligenciadas na atenção e cuidados! Criança é gente e tem desejos e vontades que são essenciais ao seu desenvolvimento. Compartilhe de suas idéias e fantasias, brinque e escute o que ela tem a dizer, com certeza você vai se surpreender! 
E antes que o tempo passe e você fique com a sensação que perdeu algo na vida dela, viva com ela de maneira intensa e verdadeira, aproveite para fortalecer os laços afetivos e reviver juntos a sua própria infância!  Boa sorte! 

domingo, 23 de agosto de 2015


A  hora  do Espanto

Venho observando ao longo de alguns anos o tema A HORA DO DEVER  DE CASA como a grande angústia de muitas famílias. Não só porque esse assunto envolve as responsabilidades de cada um mas também porque o assunto impõe novas posturas diante do tema. Em minha Devolutiva Psicopedagógica da Linguagem organizo assim algumas sugestões em relação a esse tema:

-  A Instituição escolar deve organizar especialmente para a  criança com dificuldades escolares exercícios sempre antecipados e planejados de Leitura e compreensão. Planejados aqui significam que os professores devem entregar os textos a serem lidos bem antes do prazo de cobrança, oferecendo um tempo de estudo  à criança, seja com o professor de reforço especializado  ou um professor-tutor. Essa atitude simples do Educador em relação aos textos exigidos diminui o sofrimento da criança com dificuldades em Leitura ou em Escrita e ao mesmo tempo previne a angústia em relação ao aprendizado em sala de aula. Lembrando aqui que o Educador deve sempre facilitar e  favorecer a aprendizagem escolar e o exercício da reflexão sobre os objetivos do dever   de casa devem ser diários.

- Mãe e  pai não  devem ajudar nos deveres de casa. Em todo caso, se eles não tiverem formação para tal, esqueçam.  Em minha experiência enfrento casos de crianças que esperam os pais chegarem do trabalho para  fazer o .... dever de casa!! Crianças com dificuldades de Leitura e escrita ou com uma Alfabetização mais tardia necessitam de ajuda especializada. Não podemos aceitar que pais percam o pouco tempo que lhes sobra do dia com seus filhos em brigas e cobranças  na hora ... do dever de casa. E no final de tudo,quando os filhos procuram os pais,  eles já se encontram estressados e cansados por causa da frustração que um dever de casa mal resolvido pode promover. Os pais devem acompanhar o aprendizado escolar observando os cadernos e livros e se detectadas dificuldades, procurar imediatamente a escola e se for o caso, uma ajuda especializada. 

- Dever de casa é responsabilidade da criança. O objetivo do dever de casa é promover a autonomia da criança em relação ao que aprendeu  em sala de aula. Se a criança não consegue fazer o dever de casa  sozinha, algo não vai bem. Se a criança precisa de ajuda constante para compreender e finalizar exercícios,  entramos com três hipóteses: ou existe uma dificuldade individual, uma metodologia  educacional equivocada  ou uma tensão emocional. Em qualquer caso deve-se acionar a Escola e se for o caso,  buscar uma Avaliação Psicopedagógica.
Sobre esse tema existe alguma bibliografia que pode ajudar. O texto acima não aborda TODAS as questões relacionadas ao assunto mas estamos aqui para  esclarecer as dúvidas.