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terça-feira, 29 de setembro de 2015

DISCUTINDO AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: ESTRATÉGIAS E POSTURA DO EDUCADOR FRENTE AO ALUNO EM DIFICULDADE ESCOLAR



 
O Espaço de Apoio Psicopedagógico e Reforço Escolar de Jardim da Penha, convida Educadores e Pedagogos para  a próxima Roda de Conversa, com objetivo de aprofundar conhecimentos sobre as dificuldades na aprendizagem, discutir sobre as melhores estratégias de ensino e reflexão sobre as próprias práticas de ensino e relação com o aluno.

Data: 31/10/2015 - Sábado
Horário: 14:00hs às 16:30 hs
Local: Espaço de Apoio Psicopedagógico e Reforço Escolar   
VAGAS LIMITADAS. Ligue, reserve sua vaga e compareça! 

 Ligue: (27) 3042-7265 e 99953-4982 (Catarina)




quinta-feira, 27 de agosto de 2015

ORAÇÃO AO PSICOPEDAGOGO CLÍNICO !



Senhor hoje é mais um dia de trabalho! Que meu coração se abra para acolher e compreender quem de mim precisar. Dai-me a humildade para aceitar que não sei tudo, e com o que eu sei, eu tenha a serenidade para refletir minhas práticas e planejar mudanças.

Senhor, ajudai-me a manter minha angústia e ansiedade sob controle para que eu não interfira nas escolhas do meu paciente em sua busca pelo conhecimento. Que eu aprenda com ele o valor do tempo e da paciência.

Que eu tenha coragem para enfrentar os desafios impostos pelas dificuldades de cada um à minha frente, e que nessa hora minha escuta esteja apurada e disponível para a demanda e meu olhar seja sensível vendo não apenas problemas, mas os potenciais adormecidos despertando-os. 

Que eu seja cuidadoso com os sentimentos que ele colocar em minhas mãos e não interfira nas interpretações que ele fizer, pois somente ele sabe a extensão de sua dor. Que eu não reprima seu discurso por não suportar seu sofrimento. O alívio para minhas inquietações não está em calar suas palavras mas em libertar as minhas.

Dai-me Senhor o discernimento para não querer transformar o outro tal qual minha própria imagem. Reconhecendo-me como um ser imperfeito e falho, consigo acolhê-lo de maneira empática, permitindo que ele mesmo decida sobre quais caminhos seguir, fazendo uso do livre arbítrio conforme seu desejo.


Senhor, que mesmo na dúvida eu sustente minha fé. Que eu nunca duvide da minha capacidade e da capacidade do outro em crescer e dar conta de seu destino. Que a felicidade e as descobertas sobre si mesmo sejam o resultado de um trabalho bem executado por todos os envolvidos no processo. E quando eu não puder mais colaborar para seu crescimento, que eu seja fiel aos meus princípios e o encaminhe à outros que possam fazê-lo! Que hoje seja um bom dia trabalho

                                              (Catarina Colodetti)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CLÍNICA SOCIAL DO ESPAÇO DE APOIO

      

O Espaço de Apoio Psicopedagógico e Reforço Escolar, situado em Jardim da Penha/Vitória, promove em seu espaço o atendimento social psicopedagógico e reforço escolar.

              Ao considerar que as dificuldades de aprendizagem e/ou comportamentais nas séries iniciais comprometem o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social, objetivamos o acolhimento de crianças de 06 à 12 anos, da Rede Pública, incluindo-os no processo de avaliação e intervenção psicopedagógica e reforço escolar, com valores que variam conforme a possibilidade financeira da família. 

            O primeiro encontro com a família (acolhimento) tem por objetivo o conhecimento da queixa, esclarecimentos sobre como é realizado o atendimento psicopedagógico e reforço escolar, valores e agendamento de horários.

         É necessário encaminhamento da escola relatando as dificuldades escolares e/ou comportamentais da criança.

   Para maiores informações sobre os profissionais, atendimento e agendamentos ligue: (27)3042-7265  e 99953-4982 (Catarina), ou envie um e-mail para espacopsico33@outlook.com



                                                                                                                

domingo, 9 de agosto de 2015

AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA E A POSTURA DO PSICOPEDAGOGO/A


       A avaliação psicopedagógica é um dos momentos mais importantes da prática psicopedagógica. Este processo investigativo objetiva fazer um recorte de como a criança está "funcionando" naquele momento de sua vida, seja na área cognitiva, psicomotora, sócio-afetivo e linguagem. 

A maioria das queixas escolares está focada na leitura, escrita e matemática, mas o olhar investigativo psicopedagógico deve ser o de saber o que está por trás dessas dificuldades. É absolutamente imprescindível considerar os aspectos padrões para cada idade, lembrando que o diagnóstico só é útil se for visto como algo mais que simplesmente rotular e estigmatizar. 
              
           Devem-se manter duas linhas paralelas de raciocínio clínico: uma linha diagnóstica baseada numa cuidadosa descrição evolutiva dos sintomas e dados clínicos e outra linha, etiológica, que são informações fornecidas pela família, pela escola ou por outros profissionais envolvidos. De posse dessas informações, acrescidos da observação clínica do profissional em seus encontros com o pacientes, consegue-se uma formulação hipotética dos possíveis fatores que podem estar comprometendo o desempenho da criança nas várias esferas da sua vida.

            A habilidade clínica influencia bastante no resultado de um diagnóstico psicopedagógico. O olhar e a escuta do profissional faz toda diferença. A escuta não é só ouvir a demanda, vai mais além, significa apreender e compreender os sentimentos, o sofrimento, as expectativas e principalmente o não-dito (não revelado).  A escuta possibilita dar valor e sentido à palavra, envolve reflexão e está intimamente atrelada ao olhar (olhar que acolhe!).

            O mais importante é que a escuta seja livre de juízos, pré-julgamentos ou críticas. O paciente e sua família precisam se sentir acolhidos, para que se sintam seguros e encorajados a revelar-se. O posicionamento empático por parte do profissional, não qualificando nem desqualificando o discurso alheio é primordial para a construção de um vínculo afetivo positivo. 

              O momento da avaliação é único tanto para o profissional, quanto para a família e para o próprio paciente. O tipo vínculo estabelecido com as partes vai influenciar o manejo e o resultado. Dependendo do grau de envolvimento e comprometimento, se negativo, fica praticamente impossível chegar ao seu término, sendo mais sensato se valer da ética e suspender a avaliação e ou encaminhar para outro profissional. Mantendo a avaliação o resultado não será condizente com a verdade.
            
        Cautela é palavra de ordem quanto ao desejo de ajudar. Se o objetivo  e esforços é colaborar para a saúde física, saúde psíquica e sucesso acadêmico, ou ainda, ajudar pessoas a serem "socialmente", "culturalmente e moralmente ajustadas", faz-se muito necessário se atentar para o próprio poder de manipulação e imposição dos próprios valores e verdades, cujo risco é despotencializar o paciente, culpabilizar a família e responsabilizar os conteúdos e a metodologia escolar.  

             Outro momento importante é abandonar a imagem que o faz ser imprescindível para o cliente. Não se tem todo esse poder redentor e curativo que a família, por exemplo, acha que ele tem. O profissional pode não conseguir libertar as crianças de todos os seus problemas, nem conseguir com que a família ou a escola revejam suas contribuições para os comportamentos inadequados e/ou insucessos escolares. Importante conscientizar-se de que não detém a competência absoluta e que existem outros profissionais que podem ser melhores e mais experientes. Importante saber que nunca se terá a exclusividade sobre os pacientes!  
         
           O psicopedagogo deve facilitar a aliança entre seu lado saudável e o cliente, mas para isso necessita primeiro ter conhecimento de si, discernindo o que é seu e o que é do seu paciente, sempre com o objetivo de promover o desenvolvimento e a satisfação dos interesses de quem o procura, não os seus! Jung dizia que somente o profissional apaixonado e envolvido em sua própria vida conseguira ajudar seus pacientes a encontra-se e encontrar seus caminhos. Mais ainda, que o analista só pode dar a seus pacientes aquilo que possui.

              O psicopedagogo precisa ser autêntico, reconhecer seus limites e ser sensível ao sofrimento de quem o procura. Sair da posição de onipotência e  se colocar por inteiro na relação e no processo que se instaura. Carl Rogers confirma ao dizer que o profissional além de ser autêntico precisa ser capaz de se abandonar para compreender seu cliente.  

                O fato é que não é fácil está do lado cá, ser profissional da escuta, do olhar clínico e da palavra! Não é fácil sustentar uma posição que nos coloca o tempo todo dentro dos conflitos, dentro do sofrimento, nos desejos, na angústia alheia, e nada podemos fazer senão adotar uma postura de acolhimento, acreditar em nossa competência e zelar pela própria saúde mental através de supervisão e análise. 

             Não basta um vasto conhecimento teórico se a postura adotada distanciar o profissional de seu paciente! De que adianta medir o conhecimento adquirido, colocar um número para servir de rótulo, se não se consegue inferir como ele pensa, como se movimenta na busca de suas respostas e não regozija com seus erros! Se o profissional não conseguir se aproximar afetivamente de seu paciente, nada mais pode fazer por ele. 

                 "Psicopedagogia não é para quem quer, mas para quem pode" já dizia Maria Lucia Weiss, e eu concordo! É para quem pode se doar sem se perder, é para quem acolhe sem se misturar, é para quem sabe lutar por uma causa que não é a sua, para quem se permite caminhar junto e deixar que apenas o outro receba todos louros da vitória! Ser um profissional da psicopedagogia é ser ativo, inquisidor, criativo, justo, libertador. Que não se acomoda, busca mudanças tendo como ponto de partida si mesmo, com novas técnicas, pesquisas e atendimento humanizado e personalizado. 

                 O bom psicopedagogo torna-se capaz de ser o que é na medida que se aceita como indivíduo, com habilidade de (re)fazer ou (re)significar sua história, com capacidade de sensibilizar-se com os sentimentos do outro. Desse encontro com o outro, se reconhece sabedor de suas fraquezas e limites, percebendo-se finalmente como ser humano, não como um Deus!


sábado, 8 de agosto de 2015

Nosso Espaço

Que tal conhecer o nosso Espaço de Apoio? Com estacionamento e um ambiente agradável criado exclusivamente pra receber e atender você com toda qualidade, o Espaço de Apoio está localizado no bairro Jardim da Penha, na Rua Natalina Daher Carneiro 195, venha conhecer! 
Clique nas imagens para ampliar!









sexta-feira, 7 de agosto de 2015

ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO: BENEFÍCIOS PARA A CRIANÇA, ADOLESCENTE, ADULTO E IDOSO


1.    Intervenção nas dificuldades de aprendizagem da leitura, da escrita e matemática
2.    Melhora da memória e raciocínio lógico 
3.    Autoconhecimento e reconhecimento de si mesmo como protagonista de sua aprendizagem
4.    Melhora da autoestima e autoconfiança
5.    Autonomia
6.    Aprendizado de novas estratégias, planejamento e organização

SOBRE A PSICOPEDAGOGIA E O FAZER PSICOPEDAGÓGICO


Psicopedagogia Clínica é uma área de estudo que está voltada para a questão da Aprendizagem humana. Embora seu foco seja investigar as causas do insucesso escolar, trabalha além das aprendizagens escolares. Seu olhar e sua escuta buscam o viés existente no não aprender do sujeito, interligando os responsáveis na relação ensino-aprendizagem: família, criança/adolescente, escola. 
Hoje a instituição escolar e seus profissionais encontram muitos desafios, desafios esses que a maioria não está em condições de enfrentar.  Em nossas visitas de rotina às escolas percebemos nos discursos dos educadores um misto de angústia, ansiedade, frustração, baixa autoestima e solidão, não sabendo onde buscar as soluções para lidar com as mais diversas dificuldades apresentadas.
Como enfrentar a falta de desejo por parte dos alunos nas mais simples tarefas escolares? Como enfrentar a concorrência com a vida fora da escola, que faz mais sentido e gera mais prazer?
O reflexo dessa realidade muitas vezes aparece na forma de fracasso em leitura, escrita, raciocínio lógico e comportamentos inadequados.   Nesse momento surge a Psicopedagogia Clínica: a partir da avaliação individual, planeja o resgate do vínculo com o conhecimento - vínculo esse que existiu em algum momento na vida do/a aluno/a, mas que se perdeu.
A Psicopedagogia Clínica não só informa, mas produz conhecimento quando, no processo, resgata o papel Mediador do educador e da família envolvidas no processo de aprendizagem.