sábado, 29 de agosto de 2015

CONVITE À PALESTRA: DIFICULDADES ESCOLARES: MEU FILHO TEM ISSO?

O Espaço de Apoio Psicopedagógico e Reforço Escolar de Jardim da Penha, reconhecendo a importância de se refletir e debater sobre as dificuldades escolares apresentadas pelas crianças e adolescente, convida senhores pais, amigos e interessados pelo tema para a palestra (gratuita):
"Dificuldades Escolaresmeu filho tem isso?". Na oportunidade será discutido a  importância do acompanhamento dos pais na vida escolar dos filhos.

Data: 26/09/2015 (sábado)
Horario: 13:00hs às 15:30hs (coffee break)

Local: Espaço de Apoio Psicopedagógico e       Reforço Escolar 

VAGAS LIMITADAS. Ligue, reserve sua vaga e compareça! 

 Ligue: (27) 3042-7265 e 99953-4982 (Catarina)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

ORAÇÃO AO PSICOPEDAGOGO CLÍNICO !



Senhor hoje é mais um dia de trabalho! Que meu coração se abra para acolher e compreender quem de mim precisar. Dai-me a humildade para aceitar que não sei tudo, e com o que eu sei, eu tenha a serenidade para refletir minhas práticas e planejar mudanças.

Senhor, ajudai-me a manter minha angústia e ansiedade sob controle para que eu não interfira nas escolhas do meu paciente em sua busca pelo conhecimento. Que eu aprenda com ele o valor do tempo e da paciência.

Que eu tenha coragem para enfrentar os desafios impostos pelas dificuldades de cada um à minha frente, e que nessa hora minha escuta esteja apurada e disponível para a demanda e meu olhar seja sensível vendo não apenas problemas, mas os potenciais adormecidos despertando-os. 

Que eu seja cuidadoso com os sentimentos que ele colocar em minhas mãos e não interfira nas interpretações que ele fizer, pois somente ele sabe a extensão de sua dor. Que eu não reprima seu discurso por não suportar seu sofrimento. O alívio para minhas inquietações não está em calar suas palavras mas em libertar as minhas.

Dai-me Senhor o discernimento para não querer transformar o outro tal qual minha própria imagem. Reconhecendo-me como um ser imperfeito e falho, consigo acolhê-lo de maneira empática, permitindo que ele mesmo decida sobre quais caminhos seguir, fazendo uso do livre arbítrio conforme seu desejo.


Senhor, que mesmo na dúvida eu sustente minha fé. Que eu nunca duvide da minha capacidade e da capacidade do outro em crescer e dar conta de seu destino. Que a felicidade e as descobertas sobre si mesmo sejam o resultado de um trabalho bem executado por todos os envolvidos no processo. E quando eu não puder mais colaborar para seu crescimento, que eu seja fiel aos meus princípios e o encaminhe à outros que possam fazê-lo! Que hoje seja um bom dia trabalho

                                              (Catarina Colodetti)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Universo de Possibilidades


O ser humano é um universo
um imenso universo
um universo diferente, único, singular
por ser diferente talvez você não o aceite
mas ele está lá,
existindo, criando
modificando a história de seu tempo
se você tentar aceitar esse mundo
se você tentar entender esse mundo
talvez perceba a delícia da singularidade
a singularidade da diferença, da diversidade
do ser humano, do animal vestido
do universo de possibilidades.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

EM DEFESA DA CRIANÇA


A criança sempre foi alvo de preocupação por parte de pais e professores. Seja ela inquieta, barulhenta, agressiva, levada, desatenta ou qualquer outro adjetivo que vá significar uma possível desadaptação ao meio em que vive.  A criança é um ser tão especial que chama a atenção para si seja de um modo ou de outro.
Mas quem são essas crianças que estão sendo encaminhadas para um diagnóstico  psicopedagógico?  De onde surgiram tantos problemas, que de tão diversos, demandam verdadeira via crucis, muitas vezes com ponto de partida e sem ponto de chegada! Por que outras tantas nem chegam, ou chegam tarde demais? Como está sendo vivida a infância? Tenho tantas perguntas que nem sei o que pensar?
O fato é que a criança sofre! Sofre que nem gente grande! Sofre e nem sempre seu pranto é entendido! Sofre quando não aprende, sofre quando, cansada, é obrigada a ir à chata aula de inglês, sofre quando precisa enfrentar o frio para mais uma fatídica aula de natação. Sofre quando percorre os mais diversos consultórios, submetendo-se aos mais diversos procedimentos, tendo seu corpo manipulado, invadido, desrespeitado, sendo cobaias das práticas e das medicações pouco eficazes. Tem-se a impressão que a sua vida não lhe pertence, seu corpo vira objeto de investigação, sendo avaliado, julgado e muitas vezes condenado!
Penso que a infância hoje não é a mesma de meu tempo. Hoje em dia, criança tem infância? Tem tempo para ser criança? Para ser criança precisa-se de liberdade para viver intensamente seus “projetos”, espaço capaz de lhe propiciar a vivência da individualidade e experiências que lhe tragam desafios e desejos de superar-se!
Mas em nome da boa educação a criança padece levianamente dos desejos frustrados e insatisfeitos de seus pais, restando-lhe conformar-se, afinal seu discurso podem ser entendidos como rebeldia sendo passível de punição. A angústia, ansiedade, a raiva e a revolta vêm a ser respostas emocionais à frustração sentida por ter tido seu direito mais que legítimo negado: a manifestação de seu desejo!
Quantas vezes ouvi, horrorizada, pais dizerem que “criança não tem que querer”! A figura ameaçadora da família só colabora para cultivar a dor no coração pueril, fragilizando os laços afetivos que os legitimava como pessoas mais que significativas. Destituindo a criança do direito de marcar sua presença no mundo dissolve o prazer de estar nele e a aliena. Sem prazer e sem desejo, a vontade de explorar e absorver o mundo se perde, então ela deixa de produzir para reproduzir a vontade do outro. A criança que antes olhava ao seu redor cheia de planos, encantos e vontade, co-existe agora no mundo, sem seu viço, sem vontade e emocionalmente despreparada para lidar com os próprios sentimentos e com o outro.

O medo de perder o amor dos pais faz com que aceite os desejos impostos pela família. Claro que aceitar as vontades familiares se choca com as próprias vontades, e é muito difícil decidir pelas próprias quando se é tão pequeno e com precária capacidade de argumentação e interiorização. Mas a criança não se cala! Ainda bem! Ela vai vai dar um jeito de mostrar seu sofrimento, seja através de um comportamento inadequado, nas dificuldades de aprendizagem, no silêncio, etc. Importante é saber como nós, profissionais ou pais vamos interpretar. Tal como adulto, a criança sofre das mesmas sintomatologias quando se percebe angustiada e frustrada, e como resposta para o mal-estar sentido e para o seu alívio, parte para a ação (ataque ou fuga) como os descritos acima. Agora, quem realmente precisa de tratamento?
Um fato para mim é que a criança é ser incompreendido apesar das várias teses, vários compêndios, dos inúmeros livros publicados, dos diversos teóricos e autores a dissecar o universo infantil. Escreveram de tudo, sobre tudo, viraram do avesso a infância.Mas o que ainda não foi possível, apesar de tantas linhas, foi libertar a criança das armadilhas do narcisismo parental. Não nego que haja amor, nem repudio a educação que querem dar, pois acredito que as famílias fazem o que julgam ser o melhor. A questão é: melhor para quem?
Gosto tanto de criança que estou sempre disposta a ouvi-las. Adoro conversar com elas!. E me impressiono sempre com o que elas tem a me dizer! É tudo tão claro, objetivo, simples! O jeito como se colocam em suas ações revelam tanto de si mesma e com que surpresa ela me permite adentrar seu mundo! Sua capacidade imaginativa, inocente e criativa me faz ter saudade da minha infância. Lembro que eu sorria mais! Como a gente desiste de colorir o mundo e muitas vezes vemos os mundo com lentes de desgosto! 
Sua simplicidade é tão comovente e elas ficam surpresas quando me proponho a ouví-las! Criança gosta mais de falar que desenhar. Fala muito enquanto desenha! E como se revelam! Criança que prefere desenhar preterindo o discurso, alheia ao contato, não é coisa boa e não pode passar desapercebido. Criança é criança em qualquer parte do mundo e precisa ser respeitada em seus sentimentos e menos negligenciadas na atenção e cuidados! Criança é gente e tem desejos e vontades que são essenciais ao seu desenvolvimento. Compartilhe de suas idéias e fantasias, brinque e escute o que ela tem a dizer, com certeza você vai se surpreender! 
E antes que o tempo passe e você fique com a sensação que perdeu algo na vida dela, viva com ela de maneira intensa e verdadeira, aproveite para fortalecer os laços afetivos e reviver juntos a sua própria infância!  Boa sorte! 

domingo, 23 de agosto de 2015



Eu copio, tu copias, ele copia , nós copiamos

Parte I

E assim muito tempo de aula se gasta,  sendo que Pedrinho ou Aninha ainda não terminaram de copiar do quadro. Essa cena é familiar? Vejamos: qual seria mesmo o objetivo da cópia em sala de aula?? Exercício de escrita? Exercício de Leitura? Memória? Atenção? Concentração? Levando em consideração  que Aninha escreve devagar porque ainda soletra a maioria das palavras e que Pedrinho tem uma "audição aguda" e qualquer barulho lhe desperta a curiosidade, a cópia nesse contexto perde qualquer sentido. 
A cópia em si caracteriza-se por ser um comportamento mecanicista, originado em metodologia tradicional de ensino. Oras, se temos em sala de aula o moderno  livro didático, a pergunta ainda vale: qual seria mesmo o objetivo da cópia em sala de aula? E o que os alunos copiam do quadro? 
Eles escrevem o que leem ou o que pensam que veem? 
Aninha ainda está decifrando uma palavra quando Pedrinho copiou parte da frase mas esqueceu de fazer a pontuação. Aninha escreve a palavra que lembra mas ao escrever a próxima, esquece a palavra anterior. Cópia para Aninha é uma colcha de retalhos. Pedrinho copiou algumas palavras mas  esqueceu as pontuações e omitiu algumas letras. Pedrinho não sabe o assunto da cópia.
Crianças como Aninha e Pedrinho não deveriam passar nunca pela cópia . É perder um tempo precioso da vida dessas crianças. 

Continua ...




A  hora  do Espanto

Venho observando ao longo de alguns anos o tema A HORA DO DEVER  DE CASA como a grande angústia de muitas famílias. Não só porque esse assunto envolve as responsabilidades de cada um mas também porque o assunto impõe novas posturas diante do tema. Em minha Devolutiva Psicopedagógica da Linguagem organizo assim algumas sugestões em relação a esse tema:

-  A Instituição escolar deve organizar especialmente para a  criança com dificuldades escolares exercícios sempre antecipados e planejados de Leitura e compreensão. Planejados aqui significam que os professores devem entregar os textos a serem lidos bem antes do prazo de cobrança, oferecendo um tempo de estudo  à criança, seja com o professor de reforço especializado  ou um professor-tutor. Essa atitude simples do Educador em relação aos textos exigidos diminui o sofrimento da criança com dificuldades em Leitura ou em Escrita e ao mesmo tempo previne a angústia em relação ao aprendizado em sala de aula. Lembrando aqui que o Educador deve sempre facilitar e  favorecer a aprendizagem escolar e o exercício da reflexão sobre os objetivos do dever   de casa devem ser diários.

- Mãe e  pai não  devem ajudar nos deveres de casa. Em todo caso, se eles não tiverem formação para tal, esqueçam.  Em minha experiência enfrento casos de crianças que esperam os pais chegarem do trabalho para  fazer o .... dever de casa!! Crianças com dificuldades de Leitura e escrita ou com uma Alfabetização mais tardia necessitam de ajuda especializada. Não podemos aceitar que pais percam o pouco tempo que lhes sobra do dia com seus filhos em brigas e cobranças  na hora ... do dever de casa. E no final de tudo,quando os filhos procuram os pais,  eles já se encontram estressados e cansados por causa da frustração que um dever de casa mal resolvido pode promover. Os pais devem acompanhar o aprendizado escolar observando os cadernos e livros e se detectadas dificuldades, procurar imediatamente a escola e se for o caso, uma ajuda especializada. 

- Dever de casa é responsabilidade da criança. O objetivo do dever de casa é promover a autonomia da criança em relação ao que aprendeu  em sala de aula. Se a criança não consegue fazer o dever de casa  sozinha, algo não vai bem. Se a criança precisa de ajuda constante para compreender e finalizar exercícios,  entramos com três hipóteses: ou existe uma dificuldade individual, uma metodologia  educacional equivocada  ou uma tensão emocional. Em qualquer caso deve-se acionar a Escola e se for o caso,  buscar uma Avaliação Psicopedagógica.
Sobre esse tema existe alguma bibliografia que pode ajudar. O texto acima não aborda TODAS as questões relacionadas ao assunto mas estamos aqui para  esclarecer as dúvidas. 

SUPERVISÃO PSICOPEDAGÓGICA


               A Supervisão Psicopedagógica é um instrumento muito importante principalmente para àqueles "recém-chegados" ao universo da Psicopedagogia pois vai propiciar a troca de conhecimentos, o aprimoramento dos conhecimentos psicopedagógicos e o amadurecimento profissional para uma prática mais eficaz e segura.

            Por isso, o Espaço de Apoio está oferecendo ao profissional escolar e psicopedagogos a SUPERVISÃO PSICOPEDAGÓGICA com objetivo de orientar os profissionais em sua prática clínica ou escolar.

                 Os encontros podem ser no próprio Espaço de Apoio ou no local de trabalho do profissional, individual ou em grupo, com valores a combinar. Abaixo os horários para a Supervisão:
                     
         Segunda-feira: MANHÃ
         Quinta-feira: MANHÃ E TARDE
         Sexta-feira: TARDE
         Sábado: MANHÃ E TARDE (Espaço de Apoio)

Se você está em dúvida quanto à sua atuação, ligue e agende sua supervisão. 
Fazendo diferente você faz a diferença!
(27) 3042-7265
(27) 99953-4982